
O prefeito Wilson Santos vai criar, nesta segunda-feira (17), uma Comissão de Inquérito, no âmbito do Palácio Alencastro, para apurar as denúncias contra o ex-procurador do município, José Antônio Rosa, e a a presidente da Comissão de Licitação da Sanecap (Companhia de Saneamento da Capital), Ana Virgínia.
Ambos estão presos sob a acusação de integraram um esquema que fraudava licitações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Cuiabá. Na semana passada, José Rosa pediu demissão do cargo. Wilson Santos aceitou o pedido e, de imediato, nomeou o presidente municipal do PSDB, Ussiel Tavares, para a Procuradoria Municipal.
"A operação apurou coisas extra-muro da prefeitura. Amanhã [hoje], começamos a levantar tudo por dentro. O prefeito tenta, mas não consegue saber de tudo o que acontece uma administração", disse Santos, em entrevista, domingo (16) à noite, ao programa "Ponto e Vista", apresentado pelo jornalista Onogre Júnior, na TV Rondon (SBT).
Convidado a opinar sobre a Operação Pacenas, da Polícia Federal, que prendeu 11 empresários e funcionários das Prefeitura de Cuiabá e Várzea Grande, Wilson Santos disse que já adotou as medidas necessárias, citando o cancelamento das concorrências públicas, bem como a suspensão de pagamentos das obras. O prefeito só não soube definir uma data para a retomadas das obras do PAC.
Sobre a possibilidade de governador Blairo Maggi assumir o controle do programa e o Estado fazer novas licitações - reportagem publicada com exclusividade pelo Diário de Cuiabá a reproduzia pelo MidiaNews -, Wilson Santos não comentou a hipótese. "A opinião pública é sábia e prefiro não falar sobre isso", disse, em tom enigmático.



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