
Dois trabalhadores morreram hoje, no início da tarde, nas obras do PAC no bairro Santa Izabel. Os operários Cideli Gonçalves da Silva e José Roberto Fernandes atuavam nas escavações de uma rede de esgoto, na Rua C , próximo à base Comunitária).
Informações preliminares da equipe técnica do IML, para onde os corpos foram levados, dão conta de que ambos tiveram morte instantânea.
Moradores disseram que o terreno do bairro Santa Izabel "é muito instável". Nas escavações, segundo eles, foram colocadas estacas para evitar o desmoronamento e colocação do sistema de tubos. Porém, a proteção não conseguiu segurar. A profundidade da rede é de aproximadamente 2 metros.
As obras pertencem ao Lote 3, localizadas nas sub-bacias 14 B, onde estão sendo implantadas 63.643,20m de rede coletora de esgoto e 8.453 ligações domiciliares e na15, 58.614 m de rede coletora e 3.399 ligações domiciliares, no valor de R$ 45.863.801,92, beneficiando os bairros: Cidade Verde, Santa Isabel, Santa Amália, Flamboyant, Santa Angelita, Jardim Araçá, Santa Rosa, Duque de Caxias I e II, Jardim Cuiabá, Morada do Sol, São Benedito, Jardim Mariana, Ribeirão da Ponte, Santa Helena, Canachuê, Vila Militar, Verdão, Cidade Alta, Jardim Beira rio, Jardim Ubiratã e Quilombo.
O coordenador do PAC na Capital, Aparecido Alves, deslocou-se até o local e exigiu que fosse feita uma ampla apuração do ocorrido. "Infelizmente, eles pereceram na batalha de uma missão de vida, mas suas famílias não ficarão desamparadas. Esta é uma das nossas preocupações, aliada a um levantamento preciso do que culminou com esse acidente e a perda de duas vidas humanas".
Alves também determinou, por medida de segurança, a imediata paralisação das obras do PAC no bairro Santa Isabel, até que as devidas averiguações sejam concluídas e os trabalhos possam ser retomados com a segurança necessária a qualquer empreendimento de grande porte, como é o PAC.
"Esse lamentável e sofrido episódio nos leva agora a aprofundar mais as investigações da exata situação de segurança de cada obra do PAC em andamento nos diversos pólos da Capital, seja na área urbana e/ou periférica", disse Aparecido. Isto vai incluir, afirmou, uma exigência de maior estrutura junto às empreiteiras que executam as obras. "A prioridade é sempre a segurança do ser humano".



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