O empresário-lobista Josino Pereira Guimarães e o delegado Márcio Pieroni, que se encontram presos por determinação da Justiça Federal no último dia 9, desde 2006 tentam armar uma farsa para "provar" que o juiz Leopoldino Marques do Amaral, encontrado morto em 1999 na cidade de Concepción no Paraguai, estaria vivo.
Essa revelação foi feita pela ex-escrevente do Fórum de Cuiabá, Beatriz Árias, única condenada pelo assassinado de Leopoldino, que compareceu voluntariamente (sem ser intimada) na sede do Ministério Público Federal no último dia 2 para contar a trama montada pela dupla (Josino-Pieroni).
A ex-escrevente revelou que, em 2006, foi procurada pelo delegado Márcio Pieroni para que fosse prestar um depoimento sobre o caso Leopoldino na delegacia. O pedido foi corroborado pela mulher de Josino.
Segundo a ex-escrevente, em trecho da denúncia do MPF, o depoimento feito na Delegacia de Meio Ambiente, órgão no qual Pieroni estava lotado à época, possui trechos falsos, dentre eles, o que afirma o fato de o juiz estar vivo e morando na Argentina. Beatriz Árias também nega parte do depoimento montado por Pieroni no qual consta que ele "tentou por várias vezes avisar as autoridades judiciárias da necessidade de se fazer um novo exame no cadáver do magistrado".
Segundo consta da denúncia encaminhada pela Procuradoria de Justiça à Justiça Federal, Beatriz ainda tentou demover o delegado Pieroni para que ele desistisse da fraude, mas sua sugestão foi duramente rechaçada.
"Beatriz Árias informa que essa farsa (de 2006) não daria certo porque todos os exames periciais (para atestar a morte do juiz) já teriam sido realizados em 1999, quando Pieroni retrucou dizendo que essa parte era da responsabilidade dele", consta de trecho da denúncia do MPF, obtida pelo Olhar Direto.
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