
Quando se esperava que já tivesse caído no esquecimento, eis que volta à tona o assunto bombástico que envolve o processo de cassação do prefeito Zé Carlos do Pátio (PMDB), denunciado pelo Ministério Público por compra de votos, juntamente com dois vereadores peemedebistas. Uma fita com gravações autorizadas pela Justiça e que faz parte do processo - que tramita em sigilo -, vazou para os sites Megadebate, Agora Notícias e foi reproduzida também pelo blog RDNews, adquirindo domínio público e sendo divulgada por rádios e jornais.
Demonstrando intenção de proteger o prefeito Zé do Pátio das conseqüências jurídicas pelo suposto envolvimento deste na denúncia de compra de votos, a vereadora Mariúva Valentim em certo trecho da gravação, afirma: "A culpa não pode ficar em mim e nem no Zé do Pátio. Diga que você trabalhou para o Sachetti", orienta a vereadora, em conversa com um interlocutor identificado pelo apelido de Carrapicho.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem do Página Única, a trajetória de Mariúva é de uma mulher partidária, leal aos companheiros do PMDB, entre os quais Zé do Pátio, e sua atitude não seria outra senão procurar isentar o prefeito. "Ela é uma guerreira, destemida e não teme se expor na defesa dos correligionários", afirmou um peemedebista histórico e que conhece bem a militância de Mariúva Valentim
O MP estranha o fato de algumas testemunhas terem mudado depoimento em cartório, apenas um dia após a oitiva junto aos promotores. Numa das gravações, Mariúva pede para um eleitor se deslocar ao cartório e registrar uma nova versão, inocentando-a. Esse mesmo eleitor, sob orientação da vereadora, deveria se passar por cabo eleitoral do ex-prefeito Adilton Sachetti (PR), derrotado pelo peemedebista e hoje prefeito Zé do Pátio", afirma o blog.
Outro lado
A vereadora Mariúva Valentim (PMDB), em entrevista ao RDNews, faz da acusação contra adversários políticos, a sua defesa. Aliás, uma estratégia bastante comum em processos e episódios dessa natureza, envolvendo crime de origem política e eleitoral. "A melhor defesa é o ataque", não é à toa, por sinal, que se trata de um ditado comum ao meio político. Ela garante que tudo não passa de uma armação urdida pela "turma da botina", grupo político e empresarial ligado ao governador Blairo Maggi e ao ex-prefeito Adilton Sachetti.
"Nós tínhamos uma lista no gabinete onde constavam os nomes de cerca de 1,2 mil pessoas. Eles (grupo ligado ao PR) compraram essa lista e ligaram para todos orientando a dizer que tinham recebido dinheiro para votar em mim", se defende a vereadora do PMDB.



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