Na segunda-feira, o prefeito Wilson Santos (PSDB) terá um novo encontro para resolver o impasse criado em torno do Programa de Aceleração Crescimento (PAC). A expectativa é que seja a último para tratar desse assunto que já está virando "novela". O imbróglio surgiu do "vazamento" de um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) onde aponta suposto superfaturamento na contratação pela prefeitura de Cuiabá das obras do PAC. O relatório em questão é antigo e foi produzido, não pela sede do órgão em Brasília, e sim pelo escritório regional da CGU em Cuiabá.
Cauteloso e não querendo acirrar os ânimos, o prefeito cuiabano tem evitado fazer declarações que possam polemizar com a CGU. Está procurando – no que está certo – a via do entendimento político, além das explicações técnicas e nas quais, por sinal, durante a última reunião que manteve em Brasília na semana passada, já deixou claro que o alegado superfaturamento não houve.
Wilson Santos, mesmo quando instigado pela imprensa, descarta falar que está sendo vítima de perseguição política e mesquinharias pelo fato de ser do PSDB, principal oponente do PT no cenário local e nacional. Atribui os obstáculos que sua gestão vem enfrentando a equívocos técnicos daqueles que acusam Cuiabá de estar praticando sobre-preço em cima das benfeitorias trazidas pelo PAC.
Esse imbróglio todo teria ocorrido em função de que a Caixa Econômica Federal, que libera o dinheiro do PAC e possui um sistema reconhecidamente rígido de controle e fiscalização, tem uma tabela que norteia o preço médio para a contratação das obras. Já a CGU utiliza critérios diferentes.
Um problema técnico, um desencontro de metodologias que é do âmbito federal resolvê-los e que, obviamente, a prefeitura – e mais do que esta, a população cuiabana – não pode sofrer sanções ou ameaças de paralisação das obras, por conta de cortes nas verbas.
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