segunda-feira, 2 de março de 2009

Professores e pais de alunos fazem "cota" para reformar escolas, em VG


Da Redação

O ano letivo em Várzea Grande começou hoje com vários problemas nas escolas municipais. Segundo a presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) na cidade, Maria Aparecida Cortez, algumas unidades estão em situação precária.
A presidente denuncia que, nos últimos três anos, a secretaria de Educação do município adia o início do ano letivo para março com a justificativa de fazer reparos necessários. “Porém, até hoje, os reparos não foram realizados e as aulas começam de qualquer forma”, declarou.
Atrasar o início das aulas significa, por exemplo, trabalhar aos sábados. “E os professores interinos não recebem para trabalhar nos finais de semana”, reclama.
Segundo Cida Cortez, há casos em que professores compraram tinta e os familiares realizaram mutirão para pintar as paredes da escola. “As ditas reformas nos telhados também não são completas. Fui a uma escola hoje (02) em que uma pessoa está retirando as telhas ruins e jogando no chão, enquanto as aulas estão sendo realizadas. É um perigo”, indigna-se.
A presidente citou casos de escolas com problemas estruturais, na parte elétrica, falta de carteiras, de merenda escolar e, inclusive, fossa entupida. “Se tivéssemos uma vigilância sanitária atuante, pelo menos uma seria interditada”, assegurou. Cinco escolas que procuraram a subsede do Sintep/MT em Várzea Grande não iniciaram o ano letivo. “Seguramente, entre 30% e 40% das que estão em funcionamento deveriam estar fechadas”, complementou.
Outra falha apontada pela presidente é a falta de material didático. “Além de todos esses problemas já citados, o material não chegou a algumas escolas”. Os funcionários também enfrentam dificuldades. “Não vemos absolutamente nenhuma motivação. Não temos Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), não temos formação, recomposição salarial, os vigias que tinham direito ao adicional noturno em dezembro ainda não receberam, entre várias outras barreiras para uma educação pública de qualidade”.
Funcionários que participaram do programa Profuncionário e se formaram ainda não receberam reajuste salarial. “E não há nenhuma sinalização por parte da Secretaria com relação a isso”, declarou Cida Cortez. A sindicalista ressaltou que, na primeira semana de março, será realizada uma reunião para que o Sindicato defina uma agenda para discutir ações frente a essa realidade. “É preciso por um ponto final nesta situação caótica”, finalizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário