
A briga política no PDT foi parar na justiça e os pedetistas Rodrigo Rodrigues e Aluisio Leite irão responder a seis ações, sendo três cíveis e três criminais, de autoria do senador Pedro Taques e da assessora Paola Reis. Além disso, o parlamentar também ingressou com uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) para que investigue Rodrigues, por ter acusado o ex-procurador de ter trabalhado a serviço para o ex-governador e senador Blairo Maggi (PR) para ‘derrubar’ Dante de Oliveira (já falecido).
Taques e Paola foram alvos de ataques e ofensas dos ‘colegas’ de legenda e agora buscam seus direitos na justiça, ao invés de polemizar na imprensa, como já vem ocorrendo nos últimos dias.
Procurado pelo Olhar Direto, o advogado Paulo Taques, que representa o senador e também Paola Reis nas ações, explicou que a medida se fez necessária diante dos inúmeros ataques proferidos pelos pedetistas, dentre eles, o de chamar o parlamentar de autoritário e dono do partido, conforme Rodrigues disse em entrevista à Rádio CBN.
“Fico triste do debate político desbanque para ofensas e essas ações não são montadas apenas por reprovar a conduta deles, mas pela gravidade das declarações feitas por essas pessoas e por isso merecem intervenção jurídica”, afirmou.
Na primeira ação, de danos morais, movida por Pedro Taques contra Rodrigues destaca que o parlamentar vem trabalhando para tirar o partido da “eterna coadjuvância”, mas “assustado com a benéfica revolução alguns antigos dirigentes passaram a opor resistência e desbordar os limites do debate democrático para chafurdar no lodaçal das ofensas à honra daqueles que desaprovam suas ultrapassadas práticas.
Na ação movida por Paola Reis contra Aluisio Leite, a assessora destaca que na verdade quem tentou suborná-la teria sido o pedetista, que marcou um encontro com ela e propôs ajudar na dissolução do diretório municipal, mas em contrapartida queria uma vaga no gabinete do senador Pedro Taques.
Leite disse em veículos de comunicação que Paola teria oferecido R$ 5 mil para que o pedetista viesse a provocar a renúncia da maioria dos membros do diretório de Cuiabá, com objetivo de conseguir uma dissolução automática do diretório municipal.
Taques propôs ainda na ação indenização de R$ 20 mil e adiantou no próprio pedido que o dinheiro seja doado para instituições de caridades como Asilo do Idoso, Creche Casa Lar Caminhos do Redentor e Hospital do Câncer.
Segundo Paulo Taques, as audiências nos Juizados Especiais, onde correrão os processos na área cível, deverão ser marcadas já nos próximos 30 dias. As ações criminais tramitam no Juizado Criminal Unificado do Centro de Cuiabá.
Outro lado
Mesmo sabendo das ações na justiça, Rodrigues não baixou a guarda e mais uma vez partiu para o contra-ataque. Segundo ele, em pesquisa no site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, constatou que 7 dos 10 membros da Comissão Provisória do PDT, presidida por Pedro Taques, respondem a processos, somados chegam a mais de 100.
“Primeiro quero dizer que para mim é novidade responder a processo, mas fico satisfeito, pois analisando o site do TJMT constatei que dos 10 membros da Comissão Provisória, sete respondem a processos, que somados são mais de 100, então vai ver era isso que faltava para eu ser aceito. Estava me sentindo descriminado e quem sabe assim, agora, eu possa compor essa Comissão Provisória”, declarou em entrevista ao Olhar Direto.
O pedetista Aluisio Leite foi procurado pela reportagem do Olhar Direto, mas não atendeu ao telefone para falar sobre o assunto.



Nenhum comentário:
Postar um comentário