Da Editoria
Vaidade, intriga e armação. O ambiente de trabalho na Agecopa, agência estadual criada para acelerar as obras que vão garantir a realização da Copa do Mundo, em Cuiabá, mais parece um roteiro de telenovela. Explica-se. O recém empossado presidente Éder Moraes, remanejado da Casa Civil, com amplos poderes de gestão, não esperava pegar pela frente o diretor de Infra-estrutura da Agecopa, Carlos Brito, ex-deputado estadual, que não leva desaforo para casa.
Escalado pelo ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi (PR), atual senador da República, Brito assumiu, há cerca de 2 anos, a função de tocar as grandes obras da Copa do Pantanal desde a construção de trincheiras, viadutos, pontes e arena esportiva. Com total carta branca do executivo, o diretor Carlos Brito não economizou tempo e trabalho. Coube a ele então a tarefa de aprovar projetos, alocar recursos e licitar a maioria das obras da Copa do Mundo, em 2014.
Todo trabalho de equipe da diretoria da Agecopa, aprovada em sabatina pela 16ª legislatura da Assembléia Legislativa, sofreu um duro golpe com a troca e nomeação do novo presidente da instituição pública, há menos de um mês. Acostumado a liderança absoluta nas gestões do MT Fomento, Secretaria de Fazenda e Casa Civil, Éder Moraes simplesmente ignorou o legado já estabelecido pelos diretores da Agecopa e decidiu centralizar desde entrevistas à imprensa, editais de licitações públicas e inaugurações do obras.
O resultado não poderia ser diferente. No início, a revolta de Carlos Brito se deu nos bastidores, inclusive, com a real possibilidade de uma nota de esclarecimento contra Éder nos meios de comunicação. Demovido da idéia, Brito não desistiu. Mais adiante a coisa ficou ainda pior e o protesto veio a público por duas oportunidades. Primeiro, Brito quebrou o protocolo e desabafou durante a apresentação do site oficial da Copa e também no lançamento de obras no Coxipó. “Quero deixar claro ao governador que aqui as coisas nunca ficaram paradas. Pelo contrário, estamos trabalhando desde o começo para garantir este grandioso evento aqui em Mato Grosso, protestou publicamente Brito.
Nesta queda de braço, o governador Silval Barbosa (PMDB) já emitiu sinais de preocupação. O chefe do executivo teme que as rusgas entre Éder e Brito possam, inclusive, inviabilizar a Agecopa e, consequentemente, o próprio e maior evento esportivo da história da Capital. Para tanto, Silval deve colocar frente-a-frente Éder e Brito para uma dura e única conversa no gabinete do palácio Paiaguás.
A idéia é definir tarefas entre os dois diretores. Para Éder Moraes ficará a incumbência de cuidar da parte institucional da agência. Já Brito, ficará com a responsabilidade de tocar as obras estruturais. Conversado, ambos terão que acertar os ponteiros, caso contrário, o governador não descarta a hipótese de troca de comando na Agecopa. “Se os dois não pararem com essa briga Kamicase, ambos tomarão um cartão vermelho e serão expulsos do maior projeto urbanístico da nossa história”, finalizou uma fonte palaciana.
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