A quinta-feira promete ser um dia bastante agitado na Câmara de Vereadores de Cuiabá. Será o dia D para o vereador Ralf Leite (PRTB), que está prestes a ser cassado pelo conjunto da obra: denúncias de compra de votos, exploração sexual de menor e tentativa de corromper policiais. Esta semana foi indiciado por tentativa de homicídio contra a ex-namorada. A sociedade organizada tem pressionado a Câmara pela cassação, mas nos bastidores observa-se uma movimentação sorrateira para livrar o vereador. Ciente da manobra, o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) está utilizando todos os meios para conseguir levar a população à Câmara nesta sessão decisiva. Hoje um carro de som circulou pelas principais ruas e avenidas de Cuiabá, intimando a população a comparecer à sessão histórica de quinta-feira.Entre discursos inflamados contra o legislativo da Capital, lembrando os episódios de Ralf e Lutero Ponce, acusado de deixar um rombo de mais de R$ 7 milhões na Câmara, uma música intrigante servia de pano de fundo: “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”. O sucesso do saudoso Bezerra da Silva parece ter caído como uma luva num recado explícito que vai ecoar nos ouvidos dos vereadores cuiabanos até a próxima quinta-feira.
O MCCE ainda convoca a sociedade a levar vassouras e baldes para promover uma lavagem simbólica daquele Poder, que anda “sujo” com tantos escândalos sem punição. Personagem folclórico de Cuiabá, Juvelino da Silva, o Tenente Lara, promete roubar a cena. Candidato derrotado a vereador em 2008, Lara vai levar ao manifesto do MCCE incensos, um caixão funerário e pão. Cada item com o seu significado, conforme explica Lara. “O incenso, por exemplo, será utilizado para defumar a Câmara, afinal de contas o ex-presidente Lutero Ponce adorava comprar produtos de macumba com o dinheiro público. O super pão vai simbolizar os gastos astronômicos com café da manhã”, disse.
A utilidade do caixão vai ficar a cargo da consciência dos vereadores, que diante de tanta pressão e episódios lamentáveis, precisam tomar uma medida enérgica. Caso contrário, se desmoralizarão por completo, negando na prática o compromisso de transparência assumido pela atual Mesa Diretora. Com votação aberta ou fechada, a população saberá exatamente quem votou a favor da moralidade ou da impunidade.
Raoni Ricci
União estável e Batismo nas águas
Há 16 anos



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