
O governador Blairo Maggi disse, na terça-feira (18), durante entrevista no Palácio Paiaguás, que a encampação, pelo Executivo Estadual, das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Cuiabá só poderá ocorrer no conjunto de lotes que contam com recursos dos Governo Federal e Estadual. É o que revela reportagem de Sônia Fiori, do jornal Diário de Cuiabá.
Na verdade, trata-se do PAC Pantanal, que totaliza investimento da ordem de R$ 124 milhões, sendo R$ 18,6 milhões de contrapartida do Governo. Segundo a reportagem ao alertar que nenhuma decisão foi tomada ainda nesse sentido, Maggi classificou de "complicada" a situação do PAC do município. Como se recorda, as obrs em Cuiabá estão paralisadas após a deflagração da Operação Pacenas, da Polícia Federal e que resultou na prisão de empreiteiros e servidores das Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande.
A reportagem observa que Blairo Maggi foi incisivo ao ressaltar que o Estado não irá "entrar num cenário que está confuso". O assunto também estará na pauta do encontro de governadores da Amazônia, que aguarda nova definição sobre a data do evento. O encontro, que estava marcado para esta quarta-feira (19), foi adiado, segundo informou o governador. O evento é aguardado com expectativa pelos chefes dos Executivos estaduais, já que o presidente Lula (PT) também participará. De acordo com Maggi, as questões como o PAC também deverão ser discutidas com o presidente.
Conforme o Diário, em relação ao PAC de Cuiabá, o governador deixou claro que o Estado só poderá interferir após a solução do impasse. "Não dá para ajudar se não tiver totalmente resolvida essa questão. Não sabemos qual o grau de recursos empregados pelas empresas. Quem vai pagar os serviços não medidos? É uma situação bem complicada de resolver", disse Maggi.
Reflexos no PSDB
Blairo Maggi disse, ainda, que as conseqüências da Operação Pacenas poderão respingar no projeto do PSDB para 2010. "Qualquer coisa nessa área da política é complicada. O prefeito terá de explicar para as pessoas porque membros do seu grupo político estariam envolvidos", completou o governador.



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