quarta-feira, 3 de junho de 2009

Após "festa" de vereadores com manicures, projeto na Câmara protege categoria

A Câmara de Cuiabá, acostumada a produzir escândalos dos mais variados tipos, passou por uma situação curiosa e inusitada nesta terça-feira. O líder do prefeito na Casa, vereador Paulo Borges (PSDB) apresentou um projeto de Lei que, em resumo, sai em defesa da categoria de manicures e pedicures na capital de Mato Grosso.
O projeto não geraria nenhuma novidade se não fosse o mais recente escândalo produzido pelos componentes da Casa de Leis. Na semana passada, a manicure Maria José Aparecida acusou os vereadores Ralf Leite (PRTB) e Domingos Sávio (PMDB) de a terem colocado em situação de perigo durante uma ‘festa particular’ no Lago de Manso. Segundo a acusação, por quase ter se afogado, a manicure passou a adquirir síndrome do pânico, o que resultou na perda de seu emprego como profissional que cuida da beleza das pessoas.
Apesar do projeto se tratar da prevenção por parte dos salões de beleza e dos profissionais em adquirir doenças dermatológicas através do contato pela unha, o momento vivido certamente causou constrangimento por parte dos parlamentares envolvidos.
Principalmente, porque este escândalo produzido pelos vereadores irá refletir na votação de um escândalo anterior em que Domingos Sávio é o relator do processo de cassação de Ralf Leite. Nos bastidores do legislativo cuiabano, especula-se que uma nova “Operação Abafa” estaria sendo articulada para tirar Sávio da relatoria do processo contra Ralf.
Enquanto a Câmara produz escândalos e situações vexatórias, o presidente Deucimar Silva (PP) - foto - não faz na prática o discurso de moralização que prometeu para chegar ao comando do Leislativo. Com um duodécimo mensal de R$ 1,9 milhão, ele se dedica principalmente em "gerenciar" os polpudos recursos ao invés de agir com pulso firme na recuperação da imagem da Câmara.

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