quarta-feira, 27 de maio de 2009

Padrasto estuprou outras 2 meninas


ADILSON ROSADa ReportagemA Polícia Civil concluiu as investigações do estupro do bebê de um ano e 11 meses e indiciou o padastro Marcondes Dias de Moura, de 35 anos, por estupro, e a mãe do bebê, Azenil Nina de Oliveira, de 29, por acobertar o crime. O bebê ainda teve a genitália rasgada e queimada com uma panela quente. As investigações, realizadas pelas delegadas Daniela Maidel e Juliana Palhares, apontam que Marcondes ainda abusou sexualmente de mais duas meninas, ambas de nove anos. O crime contra as garotas ocorreu antes. A delegada Daniela Maidel, titular da Delegacia da Defesa da Mulher de Várzea Grande solicitou a prisão preventiva do casal que está preso por prisão provisória de 30 dias. “As investigações nesses 30 dias, não só comprovaram o crime de estupro como também descobrimos que ele (Marcondes) praticava ato libidinoso contra duas meninas de nove anos”, explicou a delegada. Segundo ela, o crime ocorreu em janeiro. Marcondes saiu da cadeia em novembro. As meninas são parentes dele e não contaram que foram abusadas porque ficaram com medo. Foi durante um depoimento na própria delegacia que as meninas relataram às delegadas o abuso sofrido. A mãe das meninas ficou em estado de choque ao saber, pois não desconfiava de nada. “São situações diferentes. A mãe do bebê sabia e nada contou. Ao contrário, a mãe das meninas ficou sabendo durante o depoimento. As meninas são crianças e não tem como consentir algo dessa natureza. Uma delas ainda teve uma arma apontada em sua direção. Para uma criança, isso é uma situação difícil”, observa a delegada Juliana Palhares. A delegada lembrou que, no caso das duas meninas, foram instaurados dois novos inquéritos. Assim que concluir as investigações, pois é necessário ouvir mais pessoas, os casos serão relatados e encaminhados ao Fórum Criminal de Várzea Grande. O abuso contra o bebê ocorreu depois, no final de março, mas o caso só foi descoberto um mês depois, quando a vítima doi internada no Pronto-socorro de Cuiabá (PSC) em estado grave. Ela tinha a área da genitália e um dos pés necrosados. A mãe não prestou socorro e o avô paterno foi quem descobriu os ferimentos numa das visitas à neta, ao sentir o mau cheiro quando pegou a criança no colo. No hospital, médicos descobriram que a menina também estava há pelo menos uma semana sem ser alimentada. Um exame de conjunção carnal que comprovou a violência sexual. A partir daí, os policiais chegaram até o padastro e a mãe do bebê, que foram interrogados e negaram a violência. A criança já recebeu alta médica e foi direto para a casa dos avós paternos, que receberam a guarda judicial da neta. Embora não precisando mais de internamento, são necessários alguns cuidados especiais. Ele precisará de acompanhamento médico e principalmente psicológico.

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