segunda-feira, 4 de maio de 2009

Oposição fecha o cerco contra Francisco Faiad



A terceira reunião do grupo advogados denominado "Movimento OAB Democrática", realizada noa última quinta-feira, no restaurante Café Cancun, foi marcada por ataques ao atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso, Francisco Faiad, que, possivelmente, disputará o terceiro mandato na entidade. O grupo busca a unidade entre os oposicionistas para lançar uma chapa para a disputa, marcada para o dia 19 de novembro.Os líderes do movimento utilizaram o evento - que, inicialmente, serviria para o lançamento do site do grupo (www.oabdemocratica.com.br) e assinatura de um requerimento, em defesa de um plebiscito para que todos os advogados decidam se o Quinto Constitucional deve ter participação direta ou não -, para fazer críticas pesadas a Faiad. Os pré-candidatos da oposição são os advogados Paulo Taques e João Celestino.Paulo Taques afirmou que a atual gestão na OAB banalizou a entidade. Segundo ele, hoje, a Ordem encontra-se fragilidade e esse é o momento para unir forças e derrotar o grupo de situação. "Chega das fofocas feitas pelo outro lado para tentar desestabilizar o nosso grupo. A oposição tem que ficar unida, comportando-se com transparência. O importante, agora, é firmarmos a unidade e, depois, definirmos quem será o nome para a disputa", destacou.Na avaliação do pré-candidato, o grupo de oposição tem que "colocar o time da rua" e visitar todos os escritório de advocacia, buscando sensibilizar a classe. Disse que o momento é de mudança nos rumos da OAB, que, para ele, a atual gestão, trabalha com o foco apenas em um grupo, esquecendo do coletivo. "Temos que olhar nos olhos de cada advogado de Mato Grosso, pois enfrentaremos a máquina da Ordem. Isso aconteceu em 2006, quando Faiad montou seu comitê dentro da OAB. Vou provar isso com as contas telefônicas, que quadruplicaram na período de eleição", afirmou Taques. Entre os ataques disparados contra Francisco Faiad, pela maioria dos comandantes do movimento de oposição, o presidente da OAB foi taxado de "chavista" (numa referência ao presidente da Venezuela, Hugo Chaves, apontado como um ditador, apesar de eleito democraticamente), de ter banalizado a entidade classista, de transformá-la num trampolim político, além de ter utilizado a sua estrutura como comitê político em 2006, quando disputou o segundo mandato. "Temos que quebrar a perna do Faiad, sim. Mas, isso tem que ser feito mostrando que ele engana a classe", afirmou João Celestino.Ele ainda destacou que a "máscara" de Francisco Faiad caiu quando todos começaram a perceber que o presidente utilizaria a Ordem como palanque político. "A máscara do rei caiu, pois até mesmo seus antigos aliados [uma referência direta ao advogado Eduardo Mahon, ex-aliado do atual presidente] viram que Faiad usa a OAB para defender interesses pessoais e quer conquistar a manutenção do poder a qualquer custo. Não podemos aceitar isso", completou Celestino.O advogado Eduardo Mahon declarou que se arrependeu de votar em Faiad, afirmando que o atual presidente vem utilizando a OAB como trampolim político. Lembrou que ele tentou ser candidato a vice-prefeito na chapa de Wilson Santos (PSDB), nas eleições de 2008, em Cuiabá, e agora quer disputar uma vaga de deputado estadual em 2010. "Temos que criar um movimento à parte, o 'Anti-Faiad'. Não podemos mais continuar com ele no poder. Não podemos aceitar o 'Chavismo' na OAB", declarou Mahon.O procurador estadual José Vitor Gargaglione defendeu a unidade entre os integrantes da oposição, como única forma para enfrentar o poderio da máquina da Ordem e vencer as eleições. Citou, ainda, a necessidade da criação do movimento "Fora, Faiad!". "Temos que dar uma passagem para esse moço [Faiad] e mandá-loe para a Venezuela. Quem sabe, ele vai parar na Colômbia", disse Gargaglione.


Nenhum comentário:

Postar um comentário