terça-feira, 14 de abril de 2009

PT exige vaga na majoritária em 2010; Abicalil defende retorno de Delúbio

CLÁUDIO MORAES
Da Editoria
Em entrevista há pouco ao programa Conversa Franca, que é exibido na noites de segunda-feira pela Recordnews (canal 47), o deputado federal Carlos Abicalil (PT) defendeu que o diretório nacional aceite o retorno do ex-tesoureiro da legenda, Delúbio Soares. Em 2005, Delúbio foi acusado de envolvimento no escândalo do mensalão e agora pede reconsideração da decisão do partido que o expulsou diante da repercussão do caso.
A decisão da cúpula petista será em maio e, caso retorne a legenda, o ex-tesoureiro pretende ser candidato a deputado federal pelo estado de Goiás. "O Delúbio cumpriu todas as punições impostas e está fazendo um pleito legítimo. Aliás, entendo que todas pessoas precisam ter uma segunda chance", assinalou.
Para Carlos Abicalil, a sociedade goiana julgará Delúbio Soares através das urnas no próximo ano. "Em 20 anos o STF não condenou nenhum político. O verdadeiro julgamento vem nas urnas", lembrou o parlamentar.
Sobre a sucessão estadual no próximo ano, o deputado, que também preside a legenda no Estado, defendeu que o partido tenha, pelo menos, uma das três vagas a majoritária na provável coligação que contará com apoio do governador Blairo Maggi (PR). "Hoje, uma das duas vagas ao Senado que será aberta em 2010 é ocupada por um membro do PT", justificou, lembrando da senadora Serys Marly (PT).
Abicalil, que está coordenando os diálogos do PT com outras legendas, afirma que a prioridade será firmar uma aliança com os partidos que fazem parte da base de sustentação do governo Lula. Além do PR, o parlamentar defende que o partido busque entendimento com o PMDB, PP, PSB e PDT. "Se firmar esse arco de alianças, as chances de vitória são boas", analisou.
Diferentemente das últimas três eleições estaduais, quando o PT disputou o Governo mesmo com poucas chances de vitória, o deputado defende uma composição em que o candidato ao Governo não seje, necessariamente do partido. "O PT não pode mais disputar apenas para marcar posição. O partido tem compromisso com o Brasil e com Mato Grosso", analisou.
Sobre seu projeto pessoal, Abicalil afirmou que não pretende mais disputar o cargo de deputado federal. "Tenho uma tese de que qualquer cargo eletivo não pode ser ocupado por mais que dois mandatos", disse.
Internamente, o deputado trava uma disputa com a senadora Serys para ser um dos candidatos do partido ao Senado, mas não descarta disputar um novo mandato a Câmara dos Deputados. "Posso ser candidatos a qualquer um dos cinco cargos que estarão em disputa, ou participar do processo apenas como eleitor", sintetizou.

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