
Este jornal que, em absoluta primeira mão, ainda na semana passada noticiou a possibilidade do governador Blairo Maggi (PR) integrar o ministério do presidente Lula ainda este ano, volta com novas informações sobre as conversas e articulações que se desenvolvem com vistas a fazer com que o governador de Mato Grosso vire ministro.
Fonte do Página Única, além de confiável e com acesso aos bastidores do Poder, tanto em Brasília como na cúpula do governo estadual, assegura: “Se fosse para ocupar o Ministério da Agricultura, o governador só já não seria ministro há mais tempo porque não quis”. Blairo, uma das maiores lideranças do Partido da República no país, além de expoente do agronegócio, estaria procurando fazer valer o seu cacife quando se trata de discutir a hipótese de vir a deixar a chefia do governo mato-grossense, para ser ministro.
O cargo de ministro, por mais relevante que seja, será sempre subalterno ao presidente da República. Já no comando de Mato Grosso, quem traça as diretrizes é ele. Daí, para deixar de ser governador, a única chance disso acontecer é se for convidado para ocupar um ministério maior do que a Agricultura. Algo, por exemplo, da estrutura da pasta dos Transportes.
Além dessas condicionantes acima elencadas, um fato novo – o do corte drástico no orçamento dos ministérios – estaria dificultando ainda mais a possibilidade de Blairo Maggi virar ministro, sobretudo em um momento em que o governo federal se debate com a queda de arrecadação em função da crise internacional que, embora com certo retardamento, chegou por aqui.
Quanto ao convite propriamente dito, para Blairo Maggi ser ministro quer seja da Agricultura ou de outra pasta, na realidade ainda não aconteceu por parte de quem de direito, ou seja, o presidente da República. “O que tem havido são sondagens, sinalizações muitos fortes nesse sentido”, afirma a fonte.
Por sua vez, o governador, conforme informa a fonte deste jornal (que preferiu ter seu nome não divulgado), também sinalizou que só admitiria discutir a hipótese de ser ministro se fosse para assumir um ministério com grande orçamento. Blairo não estaria condicionando dessa forma por mera questão pessoal. “O governador tem compromisso com Mato Grosso e virar ministro apenas por vaidade, não faz o perfil dele”, prossegue a fonte.
“Ele, se vier deixar de ser governador para ocupar outro cargo executivo, só na hipótese de comandar uma estrutura com condições de fazer as obras que o Estado tanto precisa na área de infra-estrutura, sobretudo de estradas e outras vias de escoamento da grande produção agropecuária mato-grossense”, arremata.
No caso de Blairo Maggi existe ainda um outro aspecto a ser levado em consideração: o governador é pré-candidato declarado a senador nas próximas eleições. E assumir um ministério agora, para deixar o cargo daqui a poucos meses, não deixa de ser uma operação que implica em risco, inclusive o de comprometer o seu futuro político imediato. “O governador é um homem cauteloso e que tem por costume amadurecer as ideias, para tomar uma decisão com mais segurança”, avalia a fonte.
Por esse prisma, o governador deve estar analisando se compensa, em termos políticos, ir para Brasília e apostar o seu futuro numa outra equação, qual seja a de ficar dependendo de o presidente Lula fazer Dilma Roussef sua sucessora na Presidência da República – uma empreitada que não é nada fácil -, ou permanecer em Mato Grosso, renunciar ao cargo apenas no próximo ano, e construir ele próprio o seu projeto, sem ficar na dependência de outros fatores. Eis a questão.
Mário Marques de Almeida
Fonte do Página Única, além de confiável e com acesso aos bastidores do Poder, tanto em Brasília como na cúpula do governo estadual, assegura: “Se fosse para ocupar o Ministério da Agricultura, o governador só já não seria ministro há mais tempo porque não quis”. Blairo, uma das maiores lideranças do Partido da República no país, além de expoente do agronegócio, estaria procurando fazer valer o seu cacife quando se trata de discutir a hipótese de vir a deixar a chefia do governo mato-grossense, para ser ministro.
O cargo de ministro, por mais relevante que seja, será sempre subalterno ao presidente da República. Já no comando de Mato Grosso, quem traça as diretrizes é ele. Daí, para deixar de ser governador, a única chance disso acontecer é se for convidado para ocupar um ministério maior do que a Agricultura. Algo, por exemplo, da estrutura da pasta dos Transportes.
Além dessas condicionantes acima elencadas, um fato novo – o do corte drástico no orçamento dos ministérios – estaria dificultando ainda mais a possibilidade de Blairo Maggi virar ministro, sobretudo em um momento em que o governo federal se debate com a queda de arrecadação em função da crise internacional que, embora com certo retardamento, chegou por aqui.
Quanto ao convite propriamente dito, para Blairo Maggi ser ministro quer seja da Agricultura ou de outra pasta, na realidade ainda não aconteceu por parte de quem de direito, ou seja, o presidente da República. “O que tem havido são sondagens, sinalizações muitos fortes nesse sentido”, afirma a fonte.
Por sua vez, o governador, conforme informa a fonte deste jornal (que preferiu ter seu nome não divulgado), também sinalizou que só admitiria discutir a hipótese de ser ministro se fosse para assumir um ministério com grande orçamento. Blairo não estaria condicionando dessa forma por mera questão pessoal. “O governador tem compromisso com Mato Grosso e virar ministro apenas por vaidade, não faz o perfil dele”, prossegue a fonte.
“Ele, se vier deixar de ser governador para ocupar outro cargo executivo, só na hipótese de comandar uma estrutura com condições de fazer as obras que o Estado tanto precisa na área de infra-estrutura, sobretudo de estradas e outras vias de escoamento da grande produção agropecuária mato-grossense”, arremata.
No caso de Blairo Maggi existe ainda um outro aspecto a ser levado em consideração: o governador é pré-candidato declarado a senador nas próximas eleições. E assumir um ministério agora, para deixar o cargo daqui a poucos meses, não deixa de ser uma operação que implica em risco, inclusive o de comprometer o seu futuro político imediato. “O governador é um homem cauteloso e que tem por costume amadurecer as ideias, para tomar uma decisão com mais segurança”, avalia a fonte.
Por esse prisma, o governador deve estar analisando se compensa, em termos políticos, ir para Brasília e apostar o seu futuro numa outra equação, qual seja a de ficar dependendo de o presidente Lula fazer Dilma Roussef sua sucessora na Presidência da República – uma empreitada que não é nada fácil -, ou permanecer em Mato Grosso, renunciar ao cargo apenas no próximo ano, e construir ele próprio o seu projeto, sem ficar na dependência de outros fatores. Eis a questão.
Mário Marques de Almeida



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