quinta-feira, 19 de março de 2009

Sindicância desmente versão de Ralf


O comando da Polícia Militar concluiu os trabalhos da sindicância ontem e detectou que não houve tentativa de extorsão no episódio que culminou com a prisão do vereador Ralf Leite (PRTB) no Zero- quilômetro, conhecida área de prostituição de Várzea Grande. No dia 6 de fevereiro, o parlamentar foi preso após ser flagrado com um travesti menor e disse à imprensa que o episódio foi resultado de uma armação diante da recusa de pagar R$ 600 aos policiais militares que o prenderam. "Ouvimos todos os envolvidos, com exceção do denunciante, e não foi identificado indícios de verdade na acusação", disse o coronel Joelson Sampaio, responsável pelos trabalhos. O vereador Ralf Leite não compareceu na sexta-feira (13) para levar sua versão à sindicância. Nove pessoas entre as quais se incluem o travesti que estava acompanhando Ralf Leite e os policiais que efetuaram a prisão, além de um tenente e um major que participavam da operação, foram ouvidas no processo administrativo. O depoimento dos PMs foi acompanhado de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e do Ministério Público Estadual (MPE). Diante da evidência de que não houve prática de extorsão, o tenente- coronel Wilson Batista, também responsável pela sindicância, denunciou o vereador por calúnia, injúria e difamação. Uma cópia do relatório foi encaminhada à Corregedoria Militar, Procuradoria Geral do Estado (PGE) e ao MPE. "O vereador fez um Boletim de Ocorrência no qual consta várias inverdades do episódio, exigimos reparação de danos morais e materiais à corporação e aos policiais envolvidos na prisão", afirma o coronel Sampaio. Ele critica ainda a opção de Ralf leite de não ter comparecido à sindicância para oferecer sua versão ao comando da PM. "O vereador Ralf Leite, depois dos esperneios que fez, deveria ser a parte mais interessada o que não aconteceu", destaca. A sindicância da PM foi aberta no dia 6 de fevereiro, após a acusação do vereador.

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