
Diante dos sucessivos escândalos que vem abalando a Câmara de Vereadores de Cuiabá, além de outras do interior do Estado, que também são palcos de atos desabonadores, não seria o momento oportuno para se discutir a relação custo benefício do Poder Legislativo Municipal? Pelo valor dos subsídios que recebe, pelo que custa em salários de assessores e outras despesas, o vereador deve ser mais do que alguém que diz muitos Sim e poucos Não às matérias colocadas em votações.
Está passando da hora de os segmentos sociais comprometidos com a ética e a eficiência das instituições públicas começarem a reavaliar o papel dos legisladores municipais. Se vale a pena manter esses “ralos”, verdadeiros sacos sem fundos, de pouca ou nenhuma utilidade, por onde escoam o dinheiro que poderia estar sendo investido, por exemplo, em mais creches, mais postos de saúde, em melhoria na educação nos municípios, entre muitas outras benefeitorias e serviços.
Ficar como está é que não dá mais para suportar e nem os cofres públicos municipais aguentam tanto desperdício. Especialmente em uma época de crise econômica aguda, como agora, e quando os municípios - os primos pobres do sistema federativo - estão praticamente à míngua, com suas receitas exauridas. E os contribuintes, que em última instância bancam toda essa "farra", encontram-se esgotados econômica e financeiramente.
O regime democrático, é bom lembrar, não pode servir de escudo e desculpa para manter estruturas de poder falidas e corrompidas até a medula, como ocorre com a grande maioria das Câmaras Municipais. Desempenhando o triste papel de maçã "podre" caída no chão republicano. Em cujo contexto o lodaçal que permeia o Legislativo cuiabano vem de longe e é apenas um caso (não menos grave), entre milhares pelo Brasil afora. Rediscutir esse modelo pode ser um bom começo para uma Reforma Política que comece pela base da pirâmide.
Enfim, o vereador não pode se limitar à funções que, muitas vezes, são melhor exercidas por um presidente de bairro. Não pode ficar os quatro anos do mandato fazendo um assistencialismo, que se caracteriza mais como compra de votos para si e para outros, do que um verdadeiro trabalho para a comunidade.
Vereador não pode ser o chefe de um enorme ‘cabidão de empregos’ que se estende dos gabinetes da Câmara às secretarias e demais órgãos da Prefeitura. Ou ficar, como geralmente acontece, atuando como lobista de empreiteiras e outros fornecedores junto às prefeituras. Intermediando serviços, vendas e agilizando a cobrança das faturas.
Vereador, isto sim,deve servir para representar os eleitores, sobretudo na fiscalização dos valores arrecadados e aplicados no município, evitando desvios e corrupção. Deve servir para propor e aprovar leis de âmbito municipal e fiscalizar a aplicação. Leis bem fundamentadas, relevantes, de abrangência social e não meramente eleitoreiras ou para beneficiar determinados grupos, esquemas e situações localizadas.
Está passando da hora de os segmentos sociais comprometidos com a ética e a eficiência das instituições públicas começarem a reavaliar o papel dos legisladores municipais. Se vale a pena manter esses “ralos”, verdadeiros sacos sem fundos, de pouca ou nenhuma utilidade, por onde escoam o dinheiro que poderia estar sendo investido, por exemplo, em mais creches, mais postos de saúde, em melhoria na educação nos municípios, entre muitas outras benefeitorias e serviços.
Ficar como está é que não dá mais para suportar e nem os cofres públicos municipais aguentam tanto desperdício. Especialmente em uma época de crise econômica aguda, como agora, e quando os municípios - os primos pobres do sistema federativo - estão praticamente à míngua, com suas receitas exauridas. E os contribuintes, que em última instância bancam toda essa "farra", encontram-se esgotados econômica e financeiramente.
O regime democrático, é bom lembrar, não pode servir de escudo e desculpa para manter estruturas de poder falidas e corrompidas até a medula, como ocorre com a grande maioria das Câmaras Municipais. Desempenhando o triste papel de maçã "podre" caída no chão republicano. Em cujo contexto o lodaçal que permeia o Legislativo cuiabano vem de longe e é apenas um caso (não menos grave), entre milhares pelo Brasil afora. Rediscutir esse modelo pode ser um bom começo para uma Reforma Política que comece pela base da pirâmide.
Enfim, o vereador não pode se limitar à funções que, muitas vezes, são melhor exercidas por um presidente de bairro. Não pode ficar os quatro anos do mandato fazendo um assistencialismo, que se caracteriza mais como compra de votos para si e para outros, do que um verdadeiro trabalho para a comunidade.
Vereador não pode ser o chefe de um enorme ‘cabidão de empregos’ que se estende dos gabinetes da Câmara às secretarias e demais órgãos da Prefeitura. Ou ficar, como geralmente acontece, atuando como lobista de empreiteiras e outros fornecedores junto às prefeituras. Intermediando serviços, vendas e agilizando a cobrança das faturas.
Vereador, isto sim,deve servir para representar os eleitores, sobretudo na fiscalização dos valores arrecadados e aplicados no município, evitando desvios e corrupção. Deve servir para propor e aprovar leis de âmbito municipal e fiscalizar a aplicação. Leis bem fundamentadas, relevantes, de abrangência social e não meramente eleitoreiras ou para beneficiar determinados grupos, esquemas e situações localizadas.
Da Redação



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