terça-feira, 10 de março de 2009

PR e PMDB afirmam manter aliança, mas é cedo para garantir que estarão unidos em 2010

Considerando o dinamismo e as mudanças que movem o processo político, pode-se afirmar que seria prematuro, faltando quase dois anos para as eleições de 2010, garantir que o PR e o PMDB estarão juntos, em Mato Grosso, na disputa pela sucessão estadual. Por enquanto, de fato, pode existir apenas a intenção de setores peemedebistas e do Partido República de marcharem juntos em 2010, a exemplo da união ocorrida no último pleito para o governo.
Nessa linha de manter a unidade em sua base aliada, de cuja política, obviamente, o PR é o mais beneficiado, esse partido começou a conversar com as demais legendas que fazem parte da base de sustentação do governo Blairo Maggi e a primeira deles é o PMDB. Os dois partidos estiveram reunidos, ontem pela manhã, em um hotel da cidade e reafirmaram a intenção de manter a aliança que deu a vitória a Blairo Maggi em 2006 e a Silval Barbosa, do PMDB, como vice.
No encontro, como é de praxe em reuniões dessa natureza, não faltaram, palavras de incentivo e elogios à manutenção da aliança, proferidas pelos dirigentes de ambos os partidos. Além dos tradicionais discursos de justificativa social para explicar a junção dos interesses partidários. "As nossas conversas serão norteadas pelos interesses públicos do povo de Mato Grosso e por questões programáticas, sem discutir, neste momento, nenhum nome para a disputa de 2010”, disse presidente regional do PR, Moisés Sachetti.
Na esteira de Sachetti, falando a mesma linguagem, o cacique do PMDB e eterno presidente do seu diretório regional, Carlos Bezerra reforçou a importância na elaboração de um Plano de Governo a ser discutido com a população e garantiu a decisão do partido em manter a aliança com o PR. “Isso é unanimidade. Não existe divisão no PMDB”, garantiu. “Estamos unidos”, ecoou o vice-governador Silval Barbosa.
A benção de MaggiSilval, na realidade, pelos lados do PMDB é o maior interessado na aliança com o PR em 2010. Ele sonha, e trabalha, para ser o candidato a governador com as bênçãos e o apoio do governador Blairo Maggi, que, segundo as pesquisas de opinião, desfruta de bons índices de aprovação ao seu governo. Portanto, no entender de muitos políticos, Maggi tem potencial de transferir votos.

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