quinta-feira, 26 de março de 2009

Gravação aponta compra de votos do PMDB


Gravações de ligações telefônicas que integravam um processo eleitoral sigiloso de compra de votos contra a vereadora Mariuva Valentin Chaves (PMDB) foram divulgadas ontem por um site da cidade, cujo teor das conversas tratam da busca da legisladora por um advogado para defendê-la em um processo em que é acusada de compra de votos. Em uma das conversas gravadas, a parlamentar mantém diálogo com o presidente do PMDB no Estado, o deputado federal Carlos Bezerra, e o mesmo questiona a vereadora se a mesma teria pago alguma quantia por votos a terceiros e a resposta de Mariuva foi “Não eu diretamente, mas pessoas ligadas à minha pessoa”. Na conversa Mariuva diz ao deputado que apareceram no processo contra ela mais seis pessoas a denunciando por compra de votos “...eu nem sei nem que é. Essas que estão fazendo declarações ao meu respeito, que eu induzi voto, que eu comprei voto. Pra uns eu paguei R$ 200, pra outros eu paguei R$ 100, pra outros eu paguei R$ 30”, diz a vereadora sobre as acusações constantes no processo. Bezerra, então, questiona: “Mas você pagou para eles”? E a peemedebista responde: “Não eu diretamente, mas pessoas ligadas à minha pessoa”. A vereadora alegou que o trecho da conversa não se refere à compra de votos e sim às pessoas que contratou para trabalharem na campanha dela. Ela disse que está tranquila quanto ao teor das conversas divulgadas na internet e que aguardará o resultado das investigações da Polícia Federal. Ela comentou que ainda irá aparecer quem está por trás de todas essas denúncias e arriscou que “foi uma armação”. “Eu incomodo muita gente, até porque sou a candidata mais cotada pelo partido a deputada federal, numa reunião que aconteceu na terça-feira (24)”, informou ela. A legisladora questionou a validade e procedência das ligações gravadas e não afasta a possibilidade de fraude, pois as gravações que foram alegadas no processo judicial movido contra ela, segundo a vereadora, “não têm esse teor e jamais poderia ter sido publicado pela imprensa porque trata-se de um processo sigiloso”. Sobre a origem das gravações, que segundo um site local foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a legisladora disse também que pedirá ao advogado para que verifique se a Gaeco tinha a devida autorização para realizar escutas telefônicas, que para ela foram autorizadas pela Justiça, a serem realizadas pela Polícia Federal de Rondonópolis. Mariuva informou que vai buscar saber como essas informações pararam na imprensa e sugeriu: “Se é segredo de Justiça, como parou na imprensa? Mais uma compra de informação”, indagou. Ainda ontem, o Diário procurou o delegado federal que está à frente das investigações de compra de votos, Rômulo Rodovalho, mas ele estava ausente da cidade e só retorna na próxima segunda-feira (30). O deputado federal Carlos Bezerra também foi procurado para falar sobre o assunto. A assessora dele disse que daria algum depoimento após 15 minutos da primeira ligação, porém o telefone não foi atendido nas duas outras tentativas posteriores.

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