segunda-feira, 23 de março de 2009

Construção civil em Cuiabá ainda não sofre os efeitos do momento mundial


Um dos setores mais importantes da economia a, construção civil ainda não sofre os efeitos da crise financeira. Essa pelo menos é avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/MT), Luiz Carlos Richter Fernandes. “A crise é mundial e Cuiabá não está imune. Pode ser que ela demore a chegar e não podemos ficar esperando, é preciso ter criatividade, aproveitar as oportunidades para crescer com sustentabilidade. Por enquanto não temos notado os efeitos da crise pelo contrário existe a necessidade de contratação de mão-de-obra”, afirmou. O setor gera em torno de 30 mil empregos formais. Fernandes acredita que a crise fez com empresários e comerciantes do setor colocassem os pés no chão. Isso porque, conforme ele, ao mesmo tempo em que o crescimento econômico do País era grande faltava materiais como cimento, o preço dos terrenos aumentou e os imóveis que estavam sendo construídos encontravam-se com valores inflacionados devido aos preços altos dos insumos ou mesmo da mão-de-obra. “Corríamos o risco de inflação. Neste sentido, a crise afetou, mas de maneira positiva”, assegurou. Ele lembra que no início do segundo semestre do ano passado o preço do cimento chegou a R$ 25 nas lojas e, a R$ 20 na fábrica, tirando o sono dos empreiteiros. Hoje, o valor baixou e está em torno de R$ 15 na fábrica e R$ 20 nas lojas. “O cimento é um grande indicador da construção civil. Com preços baixos as pessoas aproveitam para reformar ou construir, ao mesmo tempo em que fomenta a compra de outros materiais”, ressaltou. Além disso, Fernandes aponta que o Brasil apresenta uma economia sólida, que pode alcançar índices ainda melhores com os investimentos na área da construção civil. “O Governo reconhece que o setor pode alavancar a economia do País e existe uma predisposição em construir imóveis, estradas e pontes”, afirmou. Na avaliação do presidente do Sinduscon o setor deve continuar crescendo neste ano, embora menor que 2008. Isso porque no ano passado, o setor registrou um incremento de 15% se comparado ao mesmo período de 2007. “Houve um crescimento grande tanto que faltaram ferro e cimento”, observou. Já em relação a 2007, a expectativa é de um incremento em torno de 5% em 2009. Fernandes ponderou que por questões estratégicas algumas empresas podem estar segurando o lançamento de novos projetos. Mas, mesmo assim ele afirma que a oferta de novos empreendimentos continua sendo boa. Exemplo disso é o investimento da ordem de R$ 4 milhões, feitos pela sua construtora Conenge, na construção de um prédio com 52 apartamentos, no bairro Santa Marta, na Capital. “Não dá para inibir o setor de lançamento”, frisou. O cenário positivo também é delineado pelo tecnólogo Marlon Roberto Lopes Paiva, da Concremax, construtora que trabalha com o fornecimento de concreto usinado no Estado. Paiva observou que normalmente entre os meses de dezembro e fevereiro há um decréscimo natural no fornecimento em função das chuvas ou mesmo por conta das festas como o Carnaval. Porém, contrariando a tendência, os números mostram que em janeiro deste ano comparado ao mesmo mês de 2008 a empresa teve um aumento no volume de vendas em torno de 20% em Cuiabá.

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