
Um dos setores mais importantes da economia a, construção civil ainda não sofre os efeitos da crise financeira. Essa pelo menos é avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/MT), Luiz Carlos Richter Fernandes. “A crise é mundial e Cuiabá não está imune. Pode ser que ela demore a chegar e não podemos ficar esperando, é preciso ter criatividade, aproveitar as oportunidades para crescer com sustentabilidade. Por enquanto não temos notado os efeitos da crise pelo contrário existe a necessidade de contratação de mão-de-obra”, afirmou. O setor gera em torno de 30 mil empregos formais. Fernandes acredita que a crise fez com empresários e comerciantes do setor colocassem os pés no chão. Isso porque, conforme ele, ao mesmo tempo em que o crescimento econômico do País era grande faltava materiais como cimento, o preço dos terrenos aumentou e os imóveis que estavam sendo construídos encontravam-se com valores inflacionados devido aos preços altos dos insumos ou mesmo da mão-de-obra. “Corríamos o risco de inflação. Neste sentido, a crise afetou, mas de maneira positiva”, assegurou. Ele lembra que no início do segundo semestre do ano passado o preço do cimento chegou a R$ 25 nas lojas e, a R$ 20 na fábrica, tirando o sono dos empreiteiros. Hoje, o valor baixou e está em torno de R$ 15 na fábrica e R$ 20 nas lojas. “O cimento é um grande indicador da construção civil. Com preços baixos as pessoas aproveitam para reformar ou construir, ao mesmo tempo em que fomenta a compra de outros materiais”, ressaltou. Além disso, Fernandes aponta que o Brasil apresenta uma economia sólida, que pode alcançar índices ainda melhores com os investimentos na área da construção civil. “O Governo reconhece que o setor pode alavancar a economia do País e existe uma predisposição em construir imóveis, estradas e pontes”, afirmou. Na avaliação do presidente do Sinduscon o setor deve continuar crescendo neste ano, embora menor que 2008. Isso porque no ano passado, o setor registrou um incremento de 15% se comparado ao mesmo período de 2007. “Houve um crescimento grande tanto que faltaram ferro e cimento”, observou. Já em relação a 2007, a expectativa é de um incremento em torno de 5% em 2009. Fernandes ponderou que por questões estratégicas algumas empresas podem estar segurando o lançamento de novos projetos. Mas, mesmo assim ele afirma que a oferta de novos empreendimentos continua sendo boa. Exemplo disso é o investimento da ordem de R$ 4 milhões, feitos pela sua construtora Conenge, na construção de um prédio com 52 apartamentos, no bairro Santa Marta, na Capital. “Não dá para inibir o setor de lançamento”, frisou. O cenário positivo também é delineado pelo tecnólogo Marlon Roberto Lopes Paiva, da Concremax, construtora que trabalha com o fornecimento de concreto usinado no Estado. Paiva observou que normalmente entre os meses de dezembro e fevereiro há um decréscimo natural no fornecimento em função das chuvas ou mesmo por conta das festas como o Carnaval. Porém, contrariando a tendência, os números mostram que em janeiro deste ano comparado ao mesmo mês de 2008 a empresa teve um aumento no volume de vendas em torno de 20% em Cuiabá.



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